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A audição é um processo muito complexo que envolve várias etapas e todas devem ocorrer em harmonia para garantir a capacidade auditiva perfeita. Vejamos, resumidamente, como funciona esse processo.

A orelha divide-se em três partes, acompanhe a ilustração para entender melhor:
responsável pela captação dos sons, que percorrem o conduto auditivo externo.
os sons que entram pela orelha externa, fazem vibrar a membrana timpânica que movimenta os ossículos (martelo, bigorna, estribo), transmitindo o som para orelha interna, onde está localizada a cóclea.
através da cóclea essas ondas sonoras transmitidas pela orelha média são transformadas em ondas elétricas que são enviadas para o cérebro pelo o nervo auditivo e o cérebro interpreta a informação.
Algumas disfunções, que ocorram em qualquer uma dessas partes, podem ocasionar a perda auditiva.
Os graus de perda auditiva podem ser:
Leve
quando a pessoa escuta e não entende a voz fraca (limiares de 25 a 40 dB).
Moderado
quando a pessoa escuta e apresenta dificuldades de entendimento em ambientes ruidosos (limiares entre 41 a 70 dB).
Severo
quando a pessoa escuta somente com a ajuda do aparelho auditivo (limiares de 71 a 90 dB).
Profundo
quando a pessoa não escuta, nem mesmo com aparelho auditivo (limiares acima de 91dB).
É fundamental detectar precocemente qualquer alteração na audição, portanto, procure um médico otorrinolaringologista para fazer o diagnóstico.

Existem perdas que podem ser tratadas com medicação ou cirurgia e outras que são irreversíveis, em que a indicação do médico é o aparelho auditivo.

A fonoaudióloga é responsável pela realização dos exames que identificam o tipo e grau de perda, ficando também com a responsabilidade de selecionar, testar e adaptar o aparelho adequado, sempre levando em consideração a necessidade de cada paciente.



Texto elaborado por:
Cleusa Castro da Silva
Fonoaudióloga / CRFa RS 8382
© Amplivox